Como a escassez de água pode ser resolvida pelos poderes públicos

Olá pessoal! Meu nome é Vicenzo Agustini e esta é minha primeira postagem aqui no blog. Espero que possamos desenvolver e trocar muitas ideias juntos.

Nesse post de hoje, vou falar um pouco sobre um grande problema que tenho visto em minha cidade e também, em outras grandes capitais. O tema é a escassez de água potável e tratada que iremos enfrentar num futuro próximo.

“O risco de escassez de água vem sendo uma preocupação atual e assolando a população mundial. Atualmente, mais de um bilhão de pessoas sofre com a falta de acesso à água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias, como beber, cozinhar, tomar banho, entre tantas outras utilidades que esse bem tão precioso tem. Devemos atentar não só para o consumo excessivo, mas também ao desperdício e às práticas utilizadas em casa e no trabalho.

Ainda não houve uma mudança de hábito preponderante e que pudesse resultar numa expressiva redução de consumo de água, capaz de diminuir o problema de escassez. A maior parte da população ainda não percebeu o tamanho do problema e não se atentou às estatísticas.

A questão é que, mantidos os atuais padrões de consumo e de danos ao meio ambiente, o quadro pode piorar muito e rapidamente: calcula-se que, em 2025, dois terços da população global – 5,5 bilhões de pessoas – poderão ter dificuldade de acesso à água potável; em 2050, já seria cerca de 75% da humanidade. "

Esta citação é deste artigo: https://anauger.wordpress.com/2012/06/05/escassez-de-agua-uma-preocupacao-mundial/ . Não é uma verdadeira novidade esta preocupação, que cresce, ou deveria, ao menos crescer.

Diante deste dilema mundial, somente quando a falta de água chega nas nossas torneiras é que nos importamos com a escassez de água.

Mais uma informação a respeito do tema, desta vez, segundo Giuliano Vito Dragone, ex-presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Serviços Públicos de Água e Esgoto - ABCON e atual presidente do Sindicado das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto - SINDCON afirma que, nacionalmente, as perdas de água potável giram em torno de 40% em todo o processo.

Esta última informação é verdadeiramente alarmante, 40% de toda a água que foi tornada potável - e foram gastos elevados valores - é desperdiçada.

Problema semelhante viveu o Brasil alguns anos atrás. Naquele tempo, a preocupação era com a energia. Em algumas regiões do Brasil, racionava-se energia, visto que não se produzia o suficiente para suprir as demandas.

O problema enfrentado no campo da energia foi superado, ao menos momentaneamente. Mesmo que tenha sido superada a falta de energia, existe uma intenção por parte dos setores públicos, de buscarem alternativas menos poluentes e mais sustentáveis, como o caso da energia solar e fotovoltáica.

O método utilizado mundialmente é o da compensação. Ao instalar um sistema solar fotovoltaico, em uma residência, por exemplo, temos uma geração onde o excedente é lançado na rede e, quando o consumo for maior que a geração ou a geração não mais acontecer, a energia necessária retorna à residência. O que a concessionária cobra é apenas a diferença entre o gerado e consumido. Caso a geração seja maior do que o consumo, é possível transferir estes créditos para o mês seguinte, ou até mesmo incorporar mais de uma residência nesta geração.

Esta pequena introdução sobre a importância da energia parece não ter relação com o consumo sustentável dos recursos hídricos. Pois apenas parece.

Acontece que, a exemplo da compensação de energia, presente na legislação e amplamente utilizado no mundo, a água poderia ser também "compensada". Não na sua totalidade, mas uma parte representativa do consumo.

Esta compensação se daria de forma análoga à da energia.

Uma grande empresa, que por exemplo consuma dez mil litros de água por mês, poderia instalar um sistema de reuso de águas pluviais em sua sede ou em outros locais indicados pelos órgãos públicos municipais, e este sistema geraria "créditos" de água para a empresa que instalou, pois realmente evitaria que a concessionária precisasse enviar a água para aquele local que foi instalado o sistema.

É necessário que haja neste processo um contrato onde a residência ou escritório ficaria responsável por manter intacto o sistema de captação, acumulando realmente a água que vem da chuva, e também, uma forma de fiscalização, como é feito por exemplo pelas concessionárias de energia, referentes à geração e energia fotovoltaica.

Consumo diário

Em média, ocorrem três acionamentos por dia da descarga por pessoa e o consumo por acionamento é de 15 a 20 litros. Já existem bacias sanitárias, conforme norma, que o consumo é de 6 litros apenas. O consumo diário médio, então, está em torno de 18-60 litros. Utilizando uma média, tem-se 39 litros diários por pessoa . Mensalmente, ficaria em média 1170 litros .

Essa é uma quantidade média estimada que cada pessoa consome, apenas com a descarga. Por que não usar águas retidas (e com tratamento prévio) das chuvas para esta finalidade e economizarmos nos gastos de água tratada?